Seu Projeto Não Quebrou De Repente: Ele se Acostumou a Estar Errado
Neste podcast Ricardo explica a normalização do desvio: pequenas falhas repetidas que, por não causarem consequências imediatas, passam a ser aceitas como normais.
Neste podcast Ricardo explica a normalização do desvio: pequenas falhas repetidas que, por não causarem consequências imediatas, passam a ser aceitas como normais.
Em contexto
- Tema: Proyectos, PMO y Riesgos — Gestión de proyectos, oficinas de proyecto y riesgo del portafolio.
- Fonte: Ricardo Vargas
- Publicado: 20/09/2026
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Por que importa
Em gestão de projetos, quase tudo o que se discute como problema técnico é na verdade um problema de expectativas mal negociadas no começo. Escopo, prazo e custo foram acordados num momento em que ninguém tinha informação suficiente, e depois ninguém quis reabrir a conversa.
Meu filtro é a qualidade do relatório de status. Se todos os projetos estão em verde, o sistema de informação não serve: em qualquer portfólio real há iniciativas com problema, e uma organização saudável as mostra a tempo em vez de descobri-las no comitê de encerramento.
O que costuma dar errado
O erro clássico é tratar a gestão de riscos como entregável da fase de planejamento. Monta-se a matriz, aprova-se, arquiva-se. Ninguém a reabre até o encerramento, quando serve para documentar que o risco estava previsto — que é exatamente o contrário de gerenciá-lo.
O que observar
- Quais riscos estão identificados, quem é dono de cada um e quando foram revisados pela última vez.
- O tamanho da primeira entrega útil: quanto mais longe estiver, mais se parece com uma aposta.
- Como foi estimado e quão perto estiveram as estimativas anteriores da mesma organização.
Como leio esta publicação
Eu usaria isto para revisar como se estima na organização. Se as estimativas históricas erraram sistematicamente pela metade e ninguém ajustou o método, não há projeto que dê certo: está se planejando com uma régua que mede curto e culpando a equipe por não chegar.
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